É, pois, com esta imagem em mente, que coloco aqui, simbolicamente, um episódio da série da BBC "Human all too human". A série compõe-se de três episódios sobre três figuras que, senão marginais na história da filosofia (uma delas não o é de facto), são altamente subversivas nas propostas. São, as três ícones de um certo pensamento contra-corrente, duro, livre (o que é, admitamos, discutível). Essas figuras são Nietzsche, Heidegger e Sartre. Heidegger ainda foi um filósofo recorrente na formação filosófica conimbricense; já Nietzsche constituiu sempre um enigma tal dado o contraste entre a força da sua evocação entre todos, e a sua ausência de qualquer currículo, como uma qualquer sala fechada da qual saiam, de tempos a tempos, misteriosos, e apelativos, sons, mas cuja entrada parecia proibida por uma razão nem sempre explicada; Sartre foi, como já se viu, marginalizado. A forma como sempre se lhe referiu o discurso dominante, superior, sério, importante, contra um filósofo que se terá sempre enganado, e que não era senão uma cópia do original alemão (leia-se, Heidegger), marcou, tacitamente, a imagem que dele se cultivou durante algum tempo.
Não pretendo alongar-me mais com esta introdução. Os restantes episódios serão igualmente postados no blog. A ordem é a supracitada, mas subverto-a como um acto de rebeldia, tardio eu sei, mas nunca tarde demais.
"Contra-historiadores da filosofia de todos os países, só mais um esforço!"
Episódio Sartre